O Futuro da Gestão
Os gerentes do século 20 foram sempre obsecados em aumentar a produtividade de seus subordinados. De Frederick Taylor a Jack Welch, a gestão sempre focou no aumento da produção com menos mão-de-obra.
Essa obsessão é benéfica para a organização. Fazer mais com menos é o sonho de qualquer negócio. Porém, o pensamento dessa galera do século XX se resumia em como nós, gerentes, podemos aumentar a produtividade dos nossos empregados (pessoas que obedecem ordens).
Apesar do propósito dos gerentes ser plausível - aumentar a produtividade - a forma como isso era articulado acabou gerando um efeito completamente contrário. A grande maioria dos empregados não trabalham com paixão, apenas seguem ordens.
O ser humano do século 21
Se partirmos do princípio que criatividade, entusiasmo, originalidade, disciplina, princípios, pró-atividade e coragem são as qualidades super importantes para uma pessoa realizar um bom trabalho, eu questiono, então, como gerenciar essas qualidades? Simples, essas qualidades não são gerenciáveis.
A web
Penso na reação de Frederick Taylor (1856 - 1915) diante do atual estado da web, e dos ambientes de produção que temos a oferecer hoje. Acho que ele ficaria um pouco tonto. A web é a maior afronta ao modelo organizacional que predomina desde o início da revolução industrial, pra não irmos mais além. Conservadores diríam que, pela falta de hierarquia, a grande rede de computadores, não podería dar certo. Mas, em contrapartida, trata-se de uma das criações que mais revolucionaram os modelos socias e econômicos. Por não respeitar um modelo hirárquico, tudo que acontece na rede acontece nas periferias.
Hierárquico x Distribuído
Gary Hamel escreve em seu livro, The Future of Management, que as batalhas mais ferrenhas do novo milênio não serão travadas entre concorrentes, ecossistemas ou blocos econômicos. Mas a nova briga será entre aqueles que insistem em defender as prerrogativas, o poder e o prestígio de suas castas burocráticas, e aqueles que preferem modelos organizacionais menos estruturados, com uma gerencia descentralizada que valorize o melhor que a espécie humana pode oferecer.
Sociedade pós-gerencial
Viveu-se, por muito tempo, em uma sociedade pós-industrial, e Hamel acredita que, hoje, nos encontramos em uma sociedade pós-gerencial, ou pós-organizacional.
Apesar de parecer uma afirmação bastante radical, isso não quer dizer que os gerentes não serão mais necessários nas organizações. Essa e outras figuras, como supervisores, executivos e administradores, continuarão sendo importantes. Mas o fato é que gerenciar será cada vez menos a responsabilidade do gerente.
Coordenar atividades, alinhar esforços, nutrir relações, definir objetivos e disseminar conhecimento ainda serão tarefas importantes dentro de uma organização. Porém, o ponto é que este trabalho será distribuído na periferia da organização. O maior equívoco da história da gestão foi acharem que não existe gerencia sem gerentes.
Democracia
Em uma empresa democrática, as pessoas são livres para trazer ideias, sem julgamentos de superiores. O idealizador, independente do cargo que ocupa, tem o direito de compartilhar a sua ideia com seus colegas, superiores e subordinados sem represálias.
Assuntos estratégicos de um negócio também devem ser de domínio público em uma organização democrática.
Uma estrutura organizacional, como a descrita anteriormente, pode parecer utopia, uma história de romance em um mundo imaginário. Mas esta organização é real, e não se trata de nenhuma grande empresa, estamos falando da web.
Adultos de treze anos de idade
O papel de um gerente é o mesmo de um pai. Onde o controle é exercido de fora para dentro, pois os empregados são privados de exercer esse controle.
Os empregados, quando não estão trabalhando, levam uma vida de adulto: pagam aluguel, priorizam compras do supermercado, cuidam dos seus filhos. Mas quando estão trabalhando são tratados como adolecentes por seus superiores. Por quê?
Imprevisibilidade
Vivemos em um mundo imprevisível, onde pessoas imprevisíveis se aproveitam de eventos imprevisíveis, e utilizam motivos imprevisíveis para produzir produtos imprevisíveis que geram receitas imprevisíveis.
Frente a essa realidade, muitos gerentes ainda tentam regularizar um mundo que é irregular. Controlando, por exemplo, quantas horas um empregado “trabalhou”.
A mudança
Novos problemas demandam novos princípios, e, dificilmente, esses princípios serão encontrados em referências do século 20. A descoberta desses novos princípios passa bem longe do que hoje conhecemos como “melhores práticas”.
Esqueça o convencional, ele já não funciona mais.
Referência Future of Management - Gary Hamel
por Nicolas Iensen
Postado por: barbaracones
Diálogo sobre Tecnologia e Engajamento
Estimular mudanças e diálogos, identificar oportunidades e promover parceria através de agendas compartilhadas de ação. Esses três objetivos sintetizam a atuação da Fundação Avina, que vem desenvolvendo um trabalho muito bacana, e com quem a Engage vem estabelecendo também laços muito legais.
A Avina foi criada em 1994 e atua como incubadora de soluções, para ajudar comunidades e pessoas a enfrentar desafios, com foco na América Latina. Presente em 13 países, a organização atua como articuladora, co-investidora e facilitadora de projetos de mudança, seja construindo parcerias, produzindo e compartilhando conhecimento, articulando vínculos entre governos e aliados etc. Tudo para gerar avanços em áreas como cidades sustentáveis, mercados inclusivos, migrações, recursos hídricos e várias outras.
E nós da Engage tivemos a oportunidade de participar de um diálogo muito bacana com o pessoal da Avina, em um evento realizado em outubro de 2011 em São Paulo. O Encontro de Diálogo sobre Tecnologia e Engajamento, ocorrido no Hub-São Paulo, reuniu 35 especialistas em redes sociais, tecnologia, engajamento virtual e ativismo social, entre eles Marcio Vasconcelos, Pablo Baños e Paulo Rocha, da Avina, para discutir a questão: como as tecnologias digitais podem impulsionar a emergência em alta escala de novas formas de democracia, transparência, cidadania etc., lastreadas na ética do cuidado e baseadas em interação e inteligência coletiva?
Dá só uma olhada no teaser do evento:
Já dá para sentir o clima dos diálogos que aconteceram. São discussões muito alinhadas com o que a Engage e a Avina vêm trabalhando. A Avina, por exemplo, em parceria com o Instituto de Educação Pela Co-Responsabilidade, cofinanciou o processo de design e concepção de um modelo inovador para o ensino secundário no setor púbico brasileiro, que atinge 120 mil alunos em quatro estados. Já no Peru a fundação apoiou o governo da província de Cajamarca para criar uma incubadora de empresas, incentivando o empreendedorismo na região, com planos, inclusive, de oferecer capacitação para empreendedores.
Se você ficou com vontade de ver mais do que foi tratado neste encontro, confira os vídeos abaixo. As três partes trazem mais detalhes sobre as conclusões do que foi discutido pela manhã e à tarde.
E aí, o que achou dos diálogos?
por Marcelo Fontoura
Postado por: barbaracones
Porque a Engage usa Ruby on Rails e sua relação com as redes sociais
Por Juan Maiz, Felipe Benites Cabral e Daniel Wildt*
Quando se fala de redes sociais é comum confundir plataformas de redes sociais (como Facebook, Twitter, Orkut, Ning…) e redes sociais que são formadas através de interações sociais. Plataformas socias são apenas meios que visam facilitar a comunicação, participação e interação de indivíduos. Redes sociais são a comunicação propriamente dita entre indivíduos.
O produto das redes sociais é o que chamamos de capital social de uma comunidade, e capital social é uma fonte incrível de inovação. Devido às interações de diversas ideias é um excelente campo para a produção de novos comportamentos, ideias e atitudes. Há basicamente dois fatores que fazem com que uma rede social tenha sucesso: descentralização de controle/baixo número de filtros e número de interações entre indivíduos.
A descentralização elimina filtros de comunicação e filtros de autorização para geração de novas ideias. Quando foi solicitado a Paul Baran [1] que apresentasse, ainda nos anos 60, o modelo mais sustentável para o sistema de comunicação dos EUA, sua conclusão foi que a melhor alternativa eram os sistemas distribuídos, onde a eliminação do ponto central da organização promove a estabilidade do conjunto. Todas as partes são independentes e não respondem a um comando que as isolam entre si. Esse modelo, quando adotado por grupos, assegura tanto a sobreviência quanto a independência dos seus indivíduos. Quando há qualquer forma de centralização, há dependência de superiores hierárquicos para produção de qualquer natureza, o que impede novas ideias/projetos/empreendimentos de aflorarem.
O benefício das interações sociais entre os indivíduos é apresentado pelo trabalho da Jane Jacobs [2]: A vida e a morte nas grandes cidades. O livro argumenta que um grande número de interações em um grupo mínimo de pessoas dentro de uma população é suficiente para manutenção e melhoria de espaços públicos e comunitários. Ou seja, a interação entre os integrantes de uma comunidade produz a manutenção e a inovação do que é comum aos integrantes dela, tanto nos espaços pertencentes ao grupo quanto aos espaços comuns entre grupos.
A construção de instituições sociais apoiadas por meios tecnológicos é um desenvolvimento historicamente recente. Muito provavelmente ela iniciou-se no movimento Linux [3] em 1994. Neste movimento, um contingente sempre crescente de interessados trabalhou de forma distribuída por um objetivo comum, a saber, criar o principal sistema operacional livre do mundo.
Muitos outros projetos buscaram seguir o mesmo modelo: utilizar a tecnologia da comunicação e as redes socias para atingir objetivos comuns. Entretando, nenhum desses teve um sucesso tão grande num período de tempo tão curto como a comunidade do Ruby on Rails [4].
Entre 2004 e 2011, a comunidade cresceu de alguns poucos para dezenas de milhares de colaboradores e se esforçou conscientemente em fazer o trabalho mais importante que, ao contrário do que muitos pensam, não é meramente escrever código, mas sim manter uma comunidade unida e com propósitos.
Observe as imagens [5] que comparam as interações de usuários de outras linguagens e as interações de usuários de Ruby. Fica claro que os “Rubistas”, ao invés de criar clusters isolados, realizam interações em grande escala, com praticamente todos os projetos e em um número tão elevado que torna a imagem em um grande borrão


Esse comportamento de inovação radical é o responsável pela explosão na adoção do Ruby on Rails, principalmente em startups, empresas nascentes de base tecnológica que vêem na tecnologia um grande diferencial competitivo [6].
Além de colaborar no desenvolvimento de projetos e ferramentas os Rubistas realizam diversos encontros em todo o globo. Esses encontros servem para promover a troca de conhecimento entre os desenvolvedores e possibilitar uma interação real de quem se identifica com a comunidade. Esses eventos são sempre includentes, mostrando que a comunidade é aberta para todos aqueles que quiserem participar.
Como exemplo, cito as palestras de 5 minutos abertas ao público que fecharam o RS on Rails 2011 [7]. Cerca de 5 pessoas, voluntariamente e não organizadas, saíram de sua zona de conforto para subir ao palco e dar seu testemunho de como é possível aprender uma nova linguagem de programação e como a comunidade ofereceu apoio e feedback para esse aprendizado durante todo o percurso.
Aguardo ansiosamente aos seus comentários com as ferramentas e comunidades usadas por você.
Referências:
[1] Paul Baran - pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Baran
[2] Jane Jacobs - pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Jacobs
[3] Linux - pt.wikipedia.org/wiki/Linux
[4] Ruby On Rails - rubyonrails.org
[5] GitHub Explorer - lumberjaph.net/graph/2010/03/25/github-explorer
[6] Eric Ries, Ruby on Rails e Lean Startups - youtube.com/watch?v=IVBVZGfzkVM
[7] RS on Rails - rsonrails.com.br
Autores:
* Juan Maiz, sócio da Engage , empresa focada em engajamento colaborativo.
* Felipe Benites Cabral, sócio da Engage , empresa focada em engajamento colaborativo.
* Daniel Wildt, iniciou com Ruby em 2006 e no Rails em 2007. Começou a tocar com Sinatra em 2009 e JRuby em 2010. Participa e quer levar a motivação da comunidade Ruby para tudo o que faz na vida.
Postado por: giancarlojung
Apps, iniciativas ecologicas e mudanças climáticas
Nós estamos modificando a natureza cada vez que compramos um cd, andamos de carro ou compramos um livro. As mudanças climáticas são um problema sério, e precisam de muita iniciativa para serem minimizadas.
Recentemente encontrei uma dessas iniciativas simples que fazem diferença, o Verd.in, que é um encurtador de URLs com uma proposta ecológica interessante. A cada mil endereços encurtados, o projeto irá plantar uma árvore, parece pouco, mas tente imaginar quantos usuários de Twitter usam ferramentas desse tipo por dia.
Outro projeto, dessa vez canadense, é o Vantrash, nele, você se cadastra e recebe lembretes para retirar o lixo. Segundo eles, ao deixar de nos preocupar com algo simples podemos dedicar mais tempo em outras coisas, e a cidade e a sua casa ficam mais limpas.

Também existem iniciativas maiores como o Million Trees NYC, que tem por objetivo plantar e cuidar de mil novas árvores em Nova York, contando com iniciativa publico-privada e engajamento social.
SWIPE for Million Trees NYC from Jonas Åhlén on Vimeo.
Também foi realizado recentemente o Green ICT Application Challenge, com iniciativa da ITU – International Comunication Union. Trata-se de um concurso de aplicações inovadoras com potencial para ajudar a combater as mudanças climáticas. O ganhador foi o Smart Recycling, um aplicativo que ajuda as pessoas a encontrar estações de reciclagem pelo celular, o projeto recbeu 10 mil dólares para seu desenvolvimento.
Não há uma simples solução para conter a mudança climática, o que precisamos é desenvolver novas tecnologias que nos ajudem reduzir os danos à natureza.
Postado por: giancarlojung
Video interessante nessa ÉPOCA de vida. Alguns países explodindo por ai, cada um do seu jeito MAIS do que esperado.
Pra avisar os desavisados, Rebecca MacKinnon era jornalista da CNN e, hoje em dia, tem um blog, faz parte do Global Voices Online. Ela começou a lecionar em Princeton como professora visitante em 2010, e vem trabalhando em um livro sobre o futuro da liberdade na Internet, Consent of the Networked: The Worldwide Struggle for Internet Freedom, que eu ACHO que ainda não tem titulo em português.
Enfim,
Cheers.
Postado por: barbaracones
How to make ideas real
Hank Green é um vloger dos Estados Unidos apaixonado por Internet. Ele adora fazer projetos e receber ideias de coisas legais que se podem fazer na Web.
Nesse video, ele apresenta o ReadItFirst, um site no qual, ao se cadastrar, você se compromete a sempre ler o livro antes de ver a adaptação da história para o cinema.
Postado por: giancarlojung
Coaprendizado pela rede
Busuu é uma comunidade online voltada para o aprendizado de uma língua adicional,. De maneira interativa e mais importante, cooperativa, os usuários têm a oportunidade de aprender diversos idiomas.
Adrian e Bernard, os criadores,se deram conta que o aprendizado de outro idioma torna-se difícil para varias pessoas por questões de disponibilidade de tempo ou dinheiro - além do fato de que muitos dos métodos de ensino são cansativos e extensos. Com a plataforma, é possível estudar no horário e no ritmo mais cômodos.
No Busuu, você aprende com falantes nativos enquanto ajuda a outras pessoas com o seu próprio idioma. Além de ter vários materiais e exercícios fornecidos de graça.
O ideal do Busuu é contribuir com a diversidade de línguas do mundo, assim, além das ferramentas de aprendizado, eles publicam notícias, estudos, eventos relativos à linguagem em um blog.

Em 2008 ele foi selecionado como um dos projetos oficiais da UNESCO, e no ano seguinte, nomeado para vários prêmios.
Outra opção, ainda nessa onda de coaprendizado, é o livemosha, que funciona de forma bastante similar, trabalhando também com crowdsourcing, e priorizando a capacidade dos usuários de se motivarem entre si por um objetivo comum.

Postado por: giancarlojung
Pra quem não conhece, o locutor do video é Henry Jenkins. Ele dava aula no MIT, no programa de Comparative Midia.
O video já fala o essencial. Transmidia, Obama, Participação, Web.
E se alguém ainda quiser mais, tem uns projetos que ele participa por ai.
New Media Literacies é um que vale a pena, pelo menos, dar uma olhada.
O FoE é um evento anual sobre Media Studies. Só com Os Caras também. Jenkins no meio. Eles disponibilizam os artigos e tudo mais no site.
Enfim,
Cheers!
Postado por: barbaracones
Economia Criativa - Priorizando pessoas.
Então, recentemente divulgamos no Twitter da Engage uma reportagem sobre economia criativa. Trata-se de uma nova modalidade de investimentos que procura valorizar o talento individual das pessoas para criar novas fontes de renda e cultura; idealizada pelo inglês John Howkins, nela, o capital intelectual produz novas formas de pensar a indústria, as cidades, as escolas e o próprio contato do povo com a sua cultura e com a natureza. Um posicionamento claro de onde estão as pessoas e do que elas necessitam é fundamental para pensar novas soluções para os problemas cotidianos, a partir disso, todos juntos podem melhorar a situação da sociedade.
Na Inglaterra, o programa do Conselho de Economia Criativa (British Council’s Creative Economy programme) coordena pessoas e recursos para que as industrias criativas - indústrias que adaptaram sua produção a essa nova modalidade do mercado - do Reino Unido e de diversos outros lugares trabalhem em conjunto. Assim, os investimentos em cultura, que na Inglaterra superam 50%, principalmente na área musical, são voltados à maioria da população. Um exemplo legal disso são os estúdios colaborativos e as diversas atividades realizadas nas faculdades, com incentivo empresarial e governamental, voltados para a sociedade. Além disso, é possível realizar empréstimos para ideias criativas, projetos direcionados para a valorização da cultura e engajamento social.
No Brasil, recentemente foi aberta a Secretaria da Economia Criativa (SEC), uma secretaria subordinada ao ministério da cultura. O primeiro projeto - que já começou em Recife, e será estendido também a Pernambuco, Goiás, Acre, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul - tem como objetivo criar centros de incentivo à cultura. Chamados Criativos Birôs, inicialmente ajudarão a restaurar centros históricos e a valorizar o capital cultural da região; a nova secretária, Claudia Leitão, define o Birô como:
“Uma casa do empreendedor criativo brasileiro, onde ele terá assessoria para elaborar modelos de negócios, planos de comunicação e distribuição, além de consultorias jurídicas, linhas de crédito, birô de exportação e formações específicas.”
Falando em engajamento, estamos chegando perto da data do Fórum Mundial de Criatividade, que ocorrerá no Rio de Janeiro no final de 2012. Nele, empresas que já estão inseridas no contexto de crowdsourcing e valorização do capital cultural poderão trocar experiências, ideias e formar parcerias. A partir disso, podemos enxergar um grande potencial para mudar o atual quadro de investimentos no Brasil - melhorias na cultura e em outros setores igualmente precários, como educação, saúde e meio ambiente.
Postado por: giancarlojung
“Juntos podemos mudar o mundo”
Essa é a proposta do ARG (augmented reality game ou jogo de realidade aumentada) Beehave.
Afirmando que muito da poluição mundial se dá através das pequenas ações insustentáveis de milhares de pessoas mundo afora, o jogo permite que você adote novas atividades sustentáveis diariamente.
Mudar o mundo através de pequenas ações como apagar a luz após deixar um aposento; reaproveitar a água não utilizada pelos pets para regar as plantas ou desligar aparelhos eletrônicos, como roteadores wi-fi durante a madrugada, quando não usados, são algumas das atividades que podemos nos comprometer. Poupando o planeta e o nosso bolso muitas vezes.
O jogo, após um rápido login, permite que você selecione quais atividades que possuem menor impacto no meio ambiente que já são realizadas e quais pretende adotar. Após definir as atividades, basta marcar quais realizou para poder ter um feedback de quanto CO2 deixou de ser emitido, quantos litros de água ou eletricidade foram poupados. A visualização destes dados são apresentadas no seu perfil para que possa verificar quão importante são suas atividades para o planeta.
Além da visualização individual dos dados, você pode ver o resultado das economias estimadas do seus amigos e também de todos os usuários do Beehave que se comprometeram com um comportamento mais sustentável.
Além disso, quanto mais você poupa o planeta através das suas atividades mais você começa a ser reconhecido através de medalhas públicas - permitindo que todos possam ver que você tem se esforçado por um comportamento mais sustentável.
Por último, mas não menos importante, você ganha favoS ao atingir algumas metas! Os favoS são a moeda do Beehave. Essa última parte ainda não está implementada, pois o Beehave ainda está em fase beta, ou seja, desenvolvimento, mas no futuro, será possível trocar favoS por prémios de verdade.
Se alguém mais tiver qualquer notícia de life hacking games pode nos enviar what@engage.is ou postar aqui em baixo nos comentários.
Por Felipe Benites Cabral
Postado por: giancarlojung


