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Economia Criativa - Priorizando pessoas.

Então, recentemente divulgamos no Twitter da Engage uma reportagem sobre economia criativa. Trata-se de uma nova modalidade de investimentos que procura valorizar o talento individual das pessoas para criar novas fontes de renda e cultura; idealizada pelo inglês John Howkins, nela, o capital intelectual produz novas formas de pensar a indústria, as cidades, as escolas e o próprio contato do povo com a sua cultura e com a natureza. Um posicionamento claro de onde estão as pessoas e do que elas necessitam é fundamental para pensar novas soluções para os problemas cotidianos, a partir disso, todos juntos podem melhorar a situação da sociedade.

Na Inglaterra, o programa do Conselho de Economia Criativa (British Council’s Creative Economy programme) coordena pessoas e recursos para que as industrias criativas - indústrias que adaptaram sua produção a essa nova modalidade do mercado - do Reino Unido e de diversos outros lugares trabalhem em conjunto. Assim, os investimentos em cultura, que na Inglaterra superam 50%, principalmente na área musical, são voltados à maioria da população. Um exemplo legal disso são os estúdios colaborativos e as diversas atividades realizadas nas faculdades, com incentivo empresarial e governamental, voltados para a sociedade. Além disso, é possível realizar empréstimos para ideias criativas, projetos direcionados para a valorização da cultura e engajamento social.

No Brasil, recentemente foi aberta a Secretaria da Economia Criativa (SEC), uma secretaria subordinada ao ministério da cultura. O primeiro projeto - que já começou em Recife, e será estendido também a Pernambuco, Goiás, Acre, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul - tem como objetivo criar centros de incentivo à cultura. Chamados Criativos Birôs, inicialmente ajudarão a restaurar centros históricos e a valorizar o capital cultural da região; a nova secretária, Claudia Leitão, define o Birô como:

“Uma casa do empreendedor criativo brasileiro, onde ele terá assessoria para elaborar modelos de negócios, planos de comunicação e distribuição, além de consultorias jurídicas, linhas de crédito, birô de exportação e formações específicas.”


Falando em engajamento, estamos chegando perto da data do Fórum Mundial de Criatividade, que ocorrerá no Rio de Janeiro no final de 2012. Nele, empresas que já estão inseridas no contexto de crowdsourcing e valorização do capital cultural poderão trocar experiências, ideias e formar parcerias. A partir disso, podemos enxergar um grande potencial para mudar o atual quadro de investimentos no Brasil - melhorias na cultura e em outros setores igualmente precários, como educação, saúde e meio ambiente.

Postado por: giancarlojung

    • #crowdsourcing
    • #economia criativa
    • #cultura
    • #economia
  • 8 months ago
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